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Terça-feira, 14 de setembro
de 2004
Valor
Firjan reivindica redução
da carga tributária e reforma trabalhista
Por Cláudia Schüffner e Vera Saavedra Durão
RIO - Empresários reunidos ontem, na Federação das
Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), como Roger Agnelli,
presidente executivo da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Roberto Garcia,
que preside a Unipar, Carlos Mariani, do grupo Mariani e Olavo Monteiro
de Carvalho, do Grupo Monteiro Aranha, liderados por Eduardo Eugênio
Gouvêa Vieira, defenderam ontem redução da carga tributária,
transparência nas regras de aprovação ambiental, reforma
trabalhista ampla, investimento em infra-estrutura e aumento de oferta
de crédito para que as empresas possam tocar seus investimentos
e garantir assim crescimento sustentado entre 4% a 5% ao ano para o Brasil.
O evento, que se chamou " A Hora do Investimento " , divulgou
pesquisa encomendada pela Firjan revelou que o Estado reduziu de 0,8%
em 2000 para 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nos seus investimentos
em infra-estrutura entre 2003 e 2004. Neste quesito, Roger Agnelli, da
Vale , disse que a infra-estrutura mistura tudo, pois é um investimento
intensivo em capital, tem ter planejamento e se não funciona, "
nada funciona". Ele advertiu que a logística é essencial
para a competitividade. A receita para tocar a infra-estrutura, segundo
ele, é " manter o que se tem, terminar o que foi começado
e priorizar projetos que cubram o risco de capital " .
Roberto Garcia, da Unipar, realçou a questão da necessidade
de aumentar a oferta de crédito para o investimento das empresas,
hoje restrito a 35% do PIB no país, ante 145% do PIB americano.
Ele lembrou que na construção da Rio Polímeros, um
investimento de US$ 1 bilhão que envolve o pólo petroquímico
do Rio, só foi possível conseguir 30% de recursos de longo
prazo no país. " O resto tivemos que tomar lá fora
com risco cambial ".
No tocante a reforma tributária, Carlos Mariani considerou que
" o panorama não é dos mais animadores " . Todos
foram unânimes em defender a redução da carga tributária,
enquanto Mariani destacou o abandono que foi dado no processo de reforma
tributária do governo Lula a questão do ICMS. Ele teme que
a solução para este caso seja permanentemente adiada, prejudicando
os estados e estimulando a guerra fiscal. Garcia contou que o alta valor
dos tributos acaba inviabilizando investimentos. " Dos US$ 1 bilhão
investidos na Rio Polímeros, gastamos 20% com pagamento de impostos
" , denunciou.

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