Receita apreende 5 toneladas de antibióticos
Vagner Ricardo
Uma operação conjunta da Receita Federal com a Polícia Rodoviária Federal para reprimir contrabando e pirataria de produtos está usando, pela primeira vez nas rodovias federais no Estado do Rio, equipamentos de inspeção de cargas e bagagens similares aos existentes em portos e aeroportos. Os scanners móveis são transportados em caminhões e permitem fazer raios X das cargas e bagagens, identificando seu verdadeiro conteúdo sem precisar manuseá-las.
A operação de estréia, chamada de Barra Limpa, está sendo realizada na BR 393 (Barra do Piraí-Três Rios) desde quarta-feira à tarde e já resultou na apreensão de um contêiner com cinco toneladas de antibióticos — no valor de R$ 150 mil — DVDs pirateados e equipamentos de telefonia celular proibidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Também foram apreendidos centrais telefônicas, cigarros e 12 caixas de quinquilharias eletrônicas.
Até o início da noite de ontem, 200 caminhões e 30 ônibus interestaduais, sobretudo os provenientes de Foz do Iguaçu, foram vistoriados, disse o chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, Jorge Cabral.
As operações com o uso de scanners buscam reprimir não só o contrabando e a pirataria, mas também o tráfico de armas e drogas, assim como o roubo de cargas. A idéia é fazer operações regulares a partir de agora nas rodovias federais interligadas ao Rio.
BR 393 é uma das rotas usadas pelas quadrilhas
A BR 393 foi escolhida para a estréia da fiscalização porque é tida pela polícia como uma das rotas usadas para operações irregulares. Segundo o chefe da 7 Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, João Pinto, em Barra do Piraí a rodovia tem tráfego diário de 6 mil veículos, sendo 3,5 mil caminhões. Segundo ele, não há condições de parar todos os veículos para vistorias.
Espera-se um aumento significativo nas apreensões nas
estradas. Nas barreiras, os caminhões fiscalizados precisam passar ao
lado do veículo da Receita para que a carga seja radiografada. Dentro
do caminhão da Receita, um técnico avalia se as imagens transmitidas
são compatíveis com a descrição da nota fiscal.
Caso não sejam, a boléia é aberta para vistoria.