Brasília // São Paulo
A greve dos auditores da Receita Federal e dos produtores rurais argentinos continua gerando prejuízos às empresas que dependem de importar e exportar produtos. Segundo a Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística, a situação é preocupante. Em documento enviado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega,os membros da entidade revelam perdas de US$ 480 mil por dia de paralisação. As filas na fronteira estão crescendo a cada dia. Só em Foz do Iguaçu (PR) há 750 caminhões parados. Em Uruguaiana (RS), outros 3 mil estão na mesma situação. Além disso, informações dão conta de que o galpão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, já está saturado. Na Argentina, em meio aos atritos entre produtores rurais e governo, os frigoríficos do país foram impedidos, ontem, de embarcar carnes pelos terminais 1, 2 e 3 do porto de Buenos Aires. Duas categorias de trabalhadores parecem negociar suas campanhas salariais à força. A greve dos Correios atingiu até ontem 19 estados e o Distrito Federal. Por sua vez, a greve por tempo indeterminado decretada pelos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil teve um alcance de 70%, dos 18 mil auditores.
Paula Andrade
Érica Polo
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